FAMÍLIA, O MELHOR NEGÓCIO!!!

FAMÍLIA, O MELHOR NEGÓCIO!!!

 É na família que somos formados e preparados para o mundo que se apresenta aos nossos olhos, onde primeiro aprendemos o conceito de amor. E mesmo nesse ambiente de carinho, que atire a primeira pedra quem nunca enfrentou alguma confusão em família…

Ora, estamos falando de pessoas e se tem uma coisa que nunca vai acabar é a interação entre elas. O ser humano é um ser social, e como tal, vive em sociedade, como o é uma família.

E QUANDO SE TEM ESSA REALIDADE EM UMA EMPRESA QUE É FAMILIAR?!?

A situação se complica ainda mais, pois temos envolvido: a própria relação familiar, o patrimônio gerado pelo negócio e a gestão do negócio em si, ou seja, cada um dos familiares de uma empresa familiar desempenhando até 03 (três) papeis!

Ao final dessa leitura, você saberá:

– Que há solução para resolver essas situações;

– A importância de se estruturar o negócio da família; e

– Após a estruturação, imprescindível implantar a gestão nesse negócio, pois as chances de se deixar um legado aos seus descendentes é enorme!

AFINAL, QUEM NÃO QUER DEIXAR UMA HISTÓRIA DE LUTAS E VITÓRIAS A SER PASSADA POR GERAÇÕES?

Antes de entrar no tema, peço a sua permissão para falar, rapidamente, sobre o porquê de eu ser uma grande defensora e entusiasta da estruturação familiar.

Eu, pessoalmente, passei por 02 (dois) desses processos e vou te explicar como:

No primeiro processo, não houve nenhum planejamento.

Eu assumi o escritório de advocacia dos meus pais, assim que me qualifiquei para atuação na advocacia, pois disseram que tudo que fizeram na vida, foi para mim. E, de todo o meu coração, eu acreditei e acredito em suas palavras! Só que simplesmente cometemos o pior erro: não combinamos regras!

Isso mesmo, fizemos essa transição (sucessão, da qual falarei mais a frente) sem nenhum planejamento! Imagine a cena: pessoas que praticamente trabalhavam no escritório sozinhas, com outra visão, e chega uma terceira pessoa, mais jovem, com sede de fazer acontecer (jovens…), novas ideias e, em pouco tempo, contavam com uma equipe de 11 (onze) pessoas. É claro que não deu certo e hoje sou parceira dos meus pais, pois assumi sozinha o negócio.

E para que saibam o que aconteceu, continuamos como pais e filha (aliás, tenho os melhores pais do mundo!!!).

Isso para mostrar que não soubemos diferenciar nossos papeis de família e de sócios, o que resultou na ruptura da sociedade.

No segundo, totalmente planejado.

Já nesse outro caso, ao conhecer o processo de estruturação familiar, eu e meu esposo não tivemos dúvida de que essa era a solução para o negócio da família dele, no qual pais e filhos trabalhavam juntos sem nenhuma formalização dessa situação.

Mesmo não sendo diretamente envolvida, a estruturação familiar tem que considerar todos os núcleos familiares envolvidos no negócio, por isso a minha participação como “terceira” (sem vínculo sanguíneo com os participantes do negócio).

Ver uma família trabalhando unida, em prol de um mesmo objetivo, preservando cada um os seus sonhos, é a maior realização de um pai e uma mãe. Acredito que isso não tenha preço!!! 

Tudo porque se pensou na permanência do negócio ao longo do tempo, até mesmo com a chegada de próximas gerações no negócio.

É esse o objetivo da estruturação familiar nas empresas: que o negócio permaneça na família do seu fundador!

E COMO COORDENAR ESSA ESTRUTURAÇÃO E SEPARAR OS PAPEIS DE CADA UM NO NEGÓCIO FAMILIAR?

Surge então a figura da estruturação do negócio, passando pelos PLANEJAMENTOS/ ESTRUTURAÇÃO DA PARTE PATRIMONIAL E DA SUCESSÃO FAMILIAR!!!

É fato que as empresas vêm passando por um momento de profissionalização, exigido pela abertura de nossos mercados ao mundo, o que nos leva a uma constatação dura e inegável:

QUEM NÃO SE PROFISSIONALIZAR, ESTARÁ FORA DO MERCADO!!! ISSO MESMO, FORA!

Ou você acha que uma empresa europeia, por exemplo, que se interesse em adquirir o seu produto, não fará uma análise prévia do seu negócio, para saber se você é estruturado a ponto de se tornar fornecedor?

E a sua profissionalização passa, necessariamente, por uma organização do seu negócio, através dos planejamentos que já mencionei.

Sabe o porquê dessa preocupação? Estabilidade! Segurança! Compradores querem ter a certeza de que estão negociando com empresas estáveis, que não vão “fechar as portas” da noite par o dia.

Se você acha que é uma realidade ainda distante, deixa eu te dar um exemplo do que já acontece:

Empresas familiares que já passaram, ou estão passando, pelo processo de estruturação familiar têm acesso a crédito bancário com juros menores que os praticados no mercado em geral.

O exemplo acima é apenas um dos benefícios de importante, diria até essencial, ferramenta de gestão do negócio, do patrimônio e, principalmente, da família. Afinal, família, como já dito, é a nossa base!!!

 

A primeira pergunta que uma família, com intenção de se submeter a um processo de estruturação, deve se fazer é:

QUEREMOS CONTINUAR TRABALHANDO E CRESCENDO JUNTOS?

Se a conclusão da resposta for NÃO, pelas mais diversas razões, o melhor que essa família faz é se organizar para a separação de seus negócios, o que chamamos de cisão. Veja que até para separar são necessárias regras!

Se for SIM, partimos então para a análise do negócio familiar e a melhor solução.

ATENÇÃO: ESTRUTURAÇÃO DE NEGÓCIOS FAMILIARES NÃO É RECEITA DE BOLO! CADA CASO É ÚNICO E GUARDA SUAS PARTICULARIDADES, RESULTANDO NA SOLUÇÃO MAIS ADEQUADA.

Tenha cuidado ao se deparar com “soluções simples, rápidas e milagrosas”. Antes do negócio em si, estamos tratando de relações entre pessoas: pais e filhos, netos e avós, etc.

Para se referir à organização de negócios/ empresas familiares, tem sido muito comum o uso do termo “holding”.

Holding, originalmente falando, é uma empresa criada para ter participação societária em outras empresas, permitida no Brasil desde o ano de 1976, tendo quatro configurações diferentes, as quais não vou esmiuçar nessa explanação, pois nos afastará do aspecto que eu quero destacar. E, partindo desse conceito, é um formato muito utilizado por grandes grupos econômicos.

O que vem se difundindo no país são as chamadas HOLDINGS FAMILIARES, que são empresas criadas para a concentração de todos os bens pessoais dos donos do negócio familiar, entregando aos seus herdeiros cotas ou ações, da forma que melhor convier.

É AQUI QUE RESOLVEMOS A QUESTÃO DO PATRIMÔNIO CONSTRUÍDO ATRAVÉS DA EMPRESA FAMILIAR, ATENDENDO À VONTADE DOS FUNDADORES QUANTO AOS BENS. E, consequentemente, se socorre uma outra questão que afeta todos nós, que é a alta carga tributária. Isso porque se possibilita o planejamento fiscal e tributário, atividade lícita e permitida pelo Fisco (embora o órgão sempre tente derrubar essa forma de gestão tributária feita pelos contribuintes).

QUANTO À FAMÍLIA, o fundador do negócio familiar pode decidir quem será o seu sucessor, ou sucessores, na direção do negócio, sem prejudicar direitos de quaisquer outros herdeiros, ainda que trabalhem ou não na empresa.

QUANTO AO NEGÓCIO, cada um dos integrantes da família e que trabalham na empresa passam a ter a exata noção de que ocupam um posto profissional, que poderia ser de qualquer outro profissional qualificado. E digo ocupam porque entendem que eles têm que conquistar o direito de estar onde estão. Afinal, só se mantêm as empresas que têm em seu quadro gestores competentes. Em termos claros: empresas sérias contratam profissionais habilitados, não “encaixam” pessoas simplesmente por ser “o filho ou sobrinho do dono”.

Também têm que ter em mente que devem sim prestar contas de suas ações uns aos outros. Numa sociedade entre estranhos é algo totalmente natural e aqui, deve ser encarado da mesma forma. Todas as informações devem ser prestadas com clareza! Uma boa comunicação é determinante! São apenas alguns dos aspectos da profissionalização da gestão dessas empresas familiares.

As situações que coloquei acima, dizem respeito à Governança Corporativa, sendo as boas práticas de conduta assumidas pelas empresas. Em outra oportunidade tratamos da Governança voltada para o setor rural, mas que dá uma boa noção sobre o tema. Para acesso ao artigo, clique aqui.

Tenho visto muitas famílias se submetendo ao processo de estruturação de seus negócios familiares, o que é muito bom. Porém, acreditam que apenas a parte patrimonial é a resposta para se evitar eventuais desgastes entre os membros da família e para se resguardar o patrimônio, o que não é verdade.

O que realmente atende o propósito da estruturação é a gestão de todos os três pilares: família, patrimônio e negócio.

As grandes multinacionais começaram pequenas, como todo início de negócio, e o que possibilitou ser o que são hoje foi a profissionalização desses três pontos.

Com isso, proponho a seguinte reflexão:

E você, como quer que a história do seu negócio seja contada? Por quem e qual motivo?

Até a próxima!

 

Escrito por

Lorena Ragagnin

14/09/2016

 

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